segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Oi

Hoje é o aniversário do blog.
Dois anos.


Legal, não?
^^

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sangue, suor e lágrimas

Texto retirado do site da Revista Mundo Estranho. Para lê-lo todo, basta clicar aqui.

1. Quando você faz um machucado que ultrapassa a camada da pele - que mede de 1 a 4 mm -, vasos sanguíneos podem ser cortados. O sangue que se espalha pelo local contém várias substâncias, de glóbulos vermelhos (que transportam oxigênio) às plaquetas (responsáveis pela coagulação)

2. Imediatamente o organismo direciona mais plaquetas para a região e tem início a produção de fibrina - substância que só se forma no sangue quando um vaso é rompido. As plaquetas se juntam nas pontas dos vasos cortados e atuam como um tampão, parando o sangramento em alguns minutos. A fibrina age como a cola dessa união de plaquetas

3. A defesa da região leva cerca de três dias e é feita pelos glóbulos brancos. Essas células sanguíneas destroem seres estranhos que entraram no corpo pelo machucado - como bactérias. O processo de defesa deixa a ferida inflamada alguns dias. Nesse período também aparece a "casquinha" do machucado, que é simplesmente o sangue coagulado e ressecado

4. Após a ação dos glóbulos brancos, vem a limpeza geral. Entram em cena os macrófagos (um tipo de célula presente na pele), que "engolem" células mortas e as últimas bactérias que restaram. Ao mesmo tempo, cresce o fluxo de sangue na região, dando origem àquela vermelhidão típica de machucado. Com mais sangue, multiplicam-se as células na porção superficial da pele

5. A irrigação sanguínea extra também traz algumas células chamadas fibroblastos, que produzem um tipo especial de tecido: o colágeno. Aliado à multiplicação das outras células da pele, o colágeno forma novas fibras. São essas fibras que se juntam para fechar de vez a ferida, o que ocorre de fora para dentro do machucado

6. Cerca de duas semanas após o acidente, a ferida já está totalmente coberta com uma nova camada de pele. No máximo, dependendo da gravidade do corte e do organismo de cada pessoa, restará no local uma pequena cicatriz para lembrar o acidente

Uso o texto acima para dar alguma relevância ao fato de que quase perdi o dedo ao usar um estilete no dia de ontem. Também deixo aqui registrado o fascínio que tive ao conhecer o processo de sutura de uma ferida. Com exceção da aplicação de iodo para assepcia (fui à lua e voltei) e das injeções de Voltarem (minha nádega direita ainda dói), antitetânica (meu braço esquerdo ainda dói) e contra hepapite (meu braço direito ainda dói, mas essa eu só tomei porque já tava no posto mesmo, só aproveitei a viagem), achei muito legal ver minha pele sendo costurada pra que a fibrina e os seus amigos possam trabalhar com mais eficiência. Palmas para a Medicina! Vaias para o sistema de saúde, pois esvaí em sangue no hospital por mais de duas horas pra poder tomar os devidos pontos!

Acho que deu pra perceber que eu não tive infância e nunca precisei de pontos. Isso deve explicar minha empolgação. Só não coloco uma foto pra não espantar nossos leitores, que já não são muitos.

P.S.: Tô brincando, não corri o risco de ficar que nem o Lula. Foram só quatro pontos, mas como o corte foi profundo, sangrou pra burro =)

P.S.2.: O título do post, além da óbvia referência ao discurso de Churchill (não é inteligência, é google, tá? hehehe), também representa o momento do acidente: sangue, por causa do corte; suor, de nervoso, pois eu estava fazendo um trabalho, para entregar no mesmo dia; e lágrimas, que virão com a nota, já que o professor aceitou que eu entregasse o trabalho hoje hehehehe. Pelo menos o esforço foi reconhecido.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Um post de dar sono

Tem uma coisa que eu acho muito engraçada. Vem desde os tempos do Ensino Médio, naquela escola bucólica, encravada na roça e chamada Cefet. É impressionante minha capacidade de sentir sono durante o dia inteiro (INTEIRO) e, quando os sinos badalam às 9 da noite, esse sono se evapora.

Outro dia, eu estava conversando com a minha mãe sobre crianças. Elas, quando querem dormir, choram. Pergunta: por quê? Não é muito mais fácil virar pro lado e aproveitar as horas de descanso vindouras? Minha mãe respondeu que elas costumam brigar com o sono. Como naturalmente perdem, começam a chorar. Legal, pergunta respondida. Mas me levou a outra: por que raios elas brigam com o sono? Isso minha mãe, que não é psicóloga, pediatra ou mãe-de-santo, não respondeu. O que me deu margem para pensar: talvez os bebês tenham medo de dormir. Fechar os olhos, encarar o vazio, a ausência de proteção. Realmente... elas dormem quando ninadas, se acalmam, fecham os olhos, param de enxergar, mas sentem um ser vivo as embalando. Ótimo. Segunda pergunta respondida. Terceira, pra finalizar meu rompante questionador: por que EU não consigo dormir na hora certa, meu Deus?????

Tá bom, a terceira pergunta não tem nada a ver com a primeira e a segunda, mas eu não me conformo de perder tempo pensando no sono dos bebês enquanto meu corpo está louco de cansaço, pedindo arrego e meu cérebro se recusa a colabrorar. Desliga aí, pô. Põe pelo menos em estado de espera! Aí o leitor deve pensar: poxa, esse cara deve passar horas pensando no aquecimento global, no programa nuclear iraniano, no desenvolvimento da rede de transportes para os Jogos Olímpicos Rio 2016...

Oi, você não leu esse texto? Você acha que alguém que discute com a mãe sobre o por quê do choro dos bebês sonolentos vai pensar em coisas edificantes como essas? Por favor, né. Na verdade eu até penso no aquecimento global: esse calor tá insuportável. Bingo! Deve ser o calor, derrete meu sono e meus neurônios. Por isso acaba de sair do forno um texto com essa qualidade. Quando eu achar uma causa pra minha insônia no inverno eu compartilho com vocês. Agora eu acho melhor dormir, pra ver se contenho esse fluxo de besteiras que eu tô escrevendo, e que estão resultando em um texto que está até me constrangendo de tão ruim huahuuhaauhauh

Só apertarei o botão de publicar em respeito aos minutos de sono que eu perdi pra escrever estes parágrafos. Prometo que tentarei fazer melhor da próxima vez.

Desculpe o mau jeito e até amanhã.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Rousseau e o apagão

É engraçado como as vezes nós percebemos os significados de maneiras inesperadas. Essa semana eu fiquei responsável por apresentar o livro “Discurso sobre a origem e fundamentos da desigualdade entre os homens” do Rousseau na aula de Ciência Política.
Admito que li com muito má vontade, de forma nenhuma a leitura fluía e olha que esse era o autor que eu queria apresentar desde o inicio do curso. Mesmo porcamente terminei o texto e até achei interessante, mas eis que na noite do dia 11/10, essa última terça-feira, ocorreu um apagão em grande escala.
O Rio de Janeiro inteiro ficou sem luz, vários outros estados também, além do Paraguai. Na manha do dia seguinte com a iluminação restabelecida eu assisti os telejornais, CAOS.
Vários pequenas colisões no trânsito devido os sinais estarem desligados, assaltos, paralisação do funcionamento de trens e metrôs, pessoas presas em elevadores, pessoas que não conseguiam chegar em casa pois moravam no 23º andar e o elevador estava parado(foi só eu, ou mais alguém achou essa engraçada?). Isso só para citar alguns dos problemas menores.
Agora você, meu amigo leitor, deve estar se perguntando “ Do que essa garota está falando afinal? O que um assunto tem haver com o outro?” e eu te respondo, tem absolutamente tudo haver, era exatamente disso que o Rousseau estava falando, olha só:
Sobre o homem em estado natural, ou seja, antes de se organizar em sociedade ele escreveu: “Seus desejos não excediam suas necessidades físicas. Os únicos bens que conhece no universo são o alimento, uma fêmea e o repouso; os únicos males que temem são a dor e a fome.” E por isso esse homem era feliz, porque todas as suas necessidades eram saciadas e ele não precisava de nada que não pudesse ter.
Depois quando Rousseau vai falar do início da organização social humana ele diz: “ Nessa nova situação, os homens gozando de um tempo de lazer maior, dedicaram-se a obter vários tipos de comodidades desconhecidas por seus pais. [...] essas comodidades perderam com o hábito quase todo o seu deleite e aos mesmo tempo se degeneraram em verdadeiras necessidades, de modo que sua privação tornou-se mais cruel do que era doce a sua posse, e as pessoas sentiam-se infelizes de perde-las sem estarem felizes de possuí-las.”
O que Rousseau disse em 1755 se encaixa perfeitamente no que acontece hoje, a luz elétrica é uma comodidade que o homem se propiciou e que acabou por transformar-se em necessidade, a qual o homem se acostumou ater saciada que nem se importa mais. E então quando essa comodidade lhe é retirada ele sente a infelicidade. O mesmo pode ser aplicado quando ficamos sem internet ou celular.
Interessante não é? O que ele pensou faz mesmo sentido!

PS: Eu queria ter criatividade o suficiente para criar um título mais legal.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

o idiota?

Estava lembrando de quando eu pensava que o "vivo" no canto da tela da televisão informava a ausência de fatalidades na reportagem...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sobre leituras e escritos

Incontáveis foram os momentos em que passou pela minha cabeça retonar à casa, sentar-me defonte ao teclado, deitar meus olhos sobre a tela em branco e divagar sobre todos os assuntos: a agenda cultural da semana, o casamento de Lula e Sarney (celebrado por Dilma Roussef e apadrinhado pelos fofos Collor e Calheiros), o desejo da minha mãe de me dar um irmão (um cãozinho shitzu), e por aí vai... tive uma ideia não escrita em praticamente todas as semanas recentes. De umas, farei proveito. De outras, até me esqueci. Em comum, o fato de que nenhuma saiu de mim para chegar a vocês. Por quê?

Eu poderia tentar enganá-los e enganar-me dizendo que são a faculdade, o trabalho etc. os reponsáveis pela ausência de todos os Conspirados aqui. Mas as férias já terminaram há tempos e a frequência de postagens continuou pífia. De minha parte, admito que tive tempo livre suficiente para escrever alguns posts curtos ou outros mais longos. Que meus rompantes-criativos-não-levados-à-frente não me deixem mentir. Também não deixei de acompanhar blogs. Não deixei de ler. E quanto mais lia, mais percebia que sou muito mais leitor do que escritor. Não se enganem, adoro este lugarzinho pra se falar mal dos outros, adoro os comentários sempre bem-humorados e adoro a pequena rede de amigos blogueiros criada. Mas, sei lá. Tem certas coisas que leio que me fazem desistir de escrever. Não pelo fato de serem ruins, pelo contrário. São tão boas que não me considero apto a colaborar, a confrontar, a participar.

São sintomas de três defeitos meus: a megalomania, a pouca auto-confiança, o egoísmo. Megalomania porque eu quero ser sempre o melhor. Se eu não for, não brinco. O problema é que eu, obviamente, não sou. E ainda bem que não. Se fosse, o mundo blogueiro estaria nivelado por baixo. Isso nos leva ao segundo defeito: como há gente muito melhor, tudo o que eu tentar fazer vai ser, no máximo, mediano. Pra que perder tempo fazendo algo mediano? Pouca auto-confiança. Pouca confiança na minha capacidade de aprendizado. Uma pessoa saudável começa mal e melhora, até ficar boa. Eu começo mal até desistir. Tem ainda o egoísmo. Assim como acontece com todo mundo, a leitura desperta o pensamento, o pensamento desperta a expressão. A expressão pode se desdobrar na escrita. A escrita atrai a leitura, e foi assim que ficamos mais inteligentes. Eu leio, eu penso, eu fico mais inteligente, mas não me expresso. Mau, muito mau. Sinal de que sou egoísta, não aceito dividir meu conhecimento. Egoísta e contraditório: se meus pensamentos me são tão preciosos, por que não pô-los à disposição para enriquecer o debate, para serem endossados ou desmentidos? Porque não tenho tanta confiança assim na 'preciosidade' deles. Ainda bem, né. Pelo menos tenho semancol. Só acho que tenho um pouco demais e isso me impede de crescer.

Aonde eu quero chegar com isso? É um anúncio de que vou parar de escrever? Não. Na verdade é justamente o oposto. Espero que, após expor o problema, eu possa expiá-lo e passar a me levar menos a sério, pra poder ser um leitor e um escritor mais saudável e agradável. Poder fazer o certo. Ler, pensar, expressar, e integrar o ciclo. É assim que todo mundo faz. Não sou melhor nem pior do que ninguém pra não querer participar do jogo.

Pra quem chegou até aqui, este é só um post-desabafo. Não há nenhuma revelação, nenhuma piadinha, nenhum link legal pra reparar seu desapontamento. É a só a constatação de uma situação, e as consequentes impressões retiradas da mesma. Agora, com licença. Vou ler um pouco.

domingo, 16 de agosto de 2009

Sexta feira passada...

foi dia de comemoração, a conspiração se reuniu e foi celebrar o primeiro emprego do Esquisito, é claro que nós esperamos um mês e como o emprego era dele foi justo que ele pagasse a conta. Fomos a um restaurante de boa fama num shopping muito longe da minha casa, eu não gosto de admitir mas eu realmente moro longe de tudo, não importa o lugar que marcamos eu sempre vou demorar para chegar, mas vamos deixar isso de lado porque se não o Chato vai ficar me chateando com isso, e eu serei obrigada a falar do acessório à la Jack Sparrow que ele cisma em usar.

O Restaurante era ótimo, como era rodízio aproveitamos para encher o bucho, menos o Lerdo é claro que não quer perder o posto de desnutrido no grupo. Tinha música ao vivo com um cantor que segundo as palavras da Vilã conseguiu ser pior que o Rogério Flausino, é mas não sou eu que tenho todos os CDs do Jota Quest.

Em fim foi um ótimo encontro com comida, risada, lembranças, planos e comemoração. Parabéns ao Esquisito que agora é forte, rico e independente, praticamente irresistível.